Busca
 
Abrahão Figueira 

:: segunda-feira, 25 de agosto de 2008

PCdoB, rompendo barreiras desde 1922

Fundado em 1922, o Partido Comunista do Brasil é o partido mais antigo do país. Viveu 60 anos na clandestinidade. Em 1962, rechaçou o oportunismo de direita, reorganizou-se, adotando a sigla PCdoB, e realçou sua marca revolucionária. Muito perseguido pelo regime militar, dirigiu a Guerrilha do Araguaia em 72-75. Ao fim da ditadura, alcançou a legalidade. Vive hoje uma das suas fases mais ricas.

O PCdoB guia-se pela teoria científica de Marx, Engels, Lênin. Procura aplicá-la criativamente à realidade do Brasil e desenvolvê-la sem cessar.

0 princípio básico da organização do PCdoB é o centralismo democrático: a submissão da minoria à maioria, a unidade de ação e a direção coletiva.

O PCdoB quer um Brasil socialista, um país verdadeiramente democrático e soberano. Atualmente a conquista deste objetivo estratégico passa pela vitória da linha política aprovada na sua 9ª Conferência Nacional: atuar pelo êxito do governo Lula na realização das mudanças.

Desde a posse de Lula, novas forças políticas e sociais estão à frente do governo da República brasileira. A partir de então elas têm diante de si um difícil desafio: o de governar um grande país que se encontra mergulhado numa grave crise econômica e financeira – aprisionado nos fundamentos nefastos da política neoliberal. O novo governo tem a tarefa de superar tais limites para que seja possível a realização do projeto de mudanças: a implementação de um modelo de desenvolvimento que privilegie o crescimento da economia, a afirmação da soberania nacional, valorização do trabalho e distribuição de renda.

Tendo sido uma dos construtores da histórica vitória, os comunistas decidiram apoiar e participar do governo Lula e integram a sua base de sustentação política. Julgam que têm a responsabilidade de contribuir para que o governo resgate os compromissos que assumiu com a nação. Esta é a primeira vez que participam diretamente no ministério do governo federal e exercem a liderança da bancada do governo na Câmara dos Deputados.

Os comunistas acreditam que é por meio deste governo que será possível realizar uma mudança democrática, soberana e popular no país. Atualmente não existe alternativa mais avançada e viável para se atingir, ainda que parcialmente, os objetivos maiores.

O fracasso do governo Lula seria também a derrota política das forças progressistas e o caminho mais fácil para a volta das correntes políticas neoliberais e conservadoras ao governo. Por isso, o centro da tática política atual é atuar pelo êxito do governo Lula na condução das mudanças.Este êxito será completo somente com a superação da política neoliberal e a realização do projeto mudancista.

No entanto, entre o programa do governo e o programa do Partido existem diferenças, e é natural que isso ocorra. Os objetivos dos comunistas vão muito além dos objetivos colocados pelo atual governo. Por isso, o Partido tem exercido sua independência, apresentando críticas e sugestões ao governo, como foi o caso da reforma da Previdência e tem sido o da política macroeconômica. O PCdoB defende também a autonomia do movimento sindical, estudantil e popular nas lutas por seus interesses e sublinha o papel destes movimentos para impulsionar as mudanças. Assim contribuindo para a vitória do governo Lula.

Os comunistas brasileiros têm a consciência que para haver mudança de rumo é preciso uma política ampla e o fortalecimento, no interior do governo e na sociedade, de uma forte convicção mudancista. É preciso agregar e mobilizar amplas forças políticas e sociais que se opõem ao neoliberalismo, tendo por centro os trabalhadores. Esta mobilização deve se dar no sentido de fortalecer o processo de mudanças e da consecução do novo projeto.

O crescimento econômico, o aumento dos postos de trabalho e a distribuição da renda passaram a ser um problema político decisivo e, por isso, o PCdoB defende a deflagração de um amplo movimento nacional por desenvolvimento, produção e emprego.

Neste processo é necessário o país recuperar a sua autonomia na gestão de sua política econômica. Isto possibilitará as alterações dos parâmetros da política econômica que herdamos. A luta pela soberania nacional adquire um papel decisivo. Por isso os comunistas apóiam decididamente a nova política externa brasileira. Uma política de inserção ativa e soberana do Brasil no cenário internacional que tem como destaque a defesa da integração da América do Sul, com o fortalecimento do Mercosul, a formação de parcerias estratégicas com grandes países (Índia, Rússia e África do Sul), ampliação de relações com os países socialistas (China, Cuba, Vietnã e Coréia).

A defesa de um mundo multipolar, a condenação da guerra contra o Iraque, a posição altiva do Brasil em face da proposta norte-americana de implantação da Alca também colabora para a construção da autoridade internacional do Brasil.Tudo isso se choca contra os interesses hegemonistas do Império do norte, cuja estratégia central é a colonização do planeta, particularmente da América Latina.

Eleições 2008

O PCdoB tem 7.994 candidatos, em 1.918 cidades. O partido está entre os que mais cresceram no país; em relação a 2004, o aumento foi de 70% em todo Brasil.

O PCdoB está entre os partidos que mais cresceram em número de candidatos, na eleição deste ano. Tem 189 a prefeito (81% a mais do que na eleição anterior), 294 a vice (79% a mais) e 7.461 a vereador (70% a mais).

Cresceu também o número de municípios onde os comunistas disputam eleição: em 2004 foram 1.370; neste ano, são 1.918, em todos os estados da Federação. Vai disputar a prefeitura em oito capitais: Aracaju (SE), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO), Rio de Janeiro (RJ) e São Luís (MA). E está presente na chapa, como vice, em outras sete capitais: Campo Grande (MS), Rio Branco (AC), Macapá (AP), Belém (PA), Porto Velho (RO), Curitiba (PR) e São Paulo (SP).

Em Grajaú o PCdoB também está presente. Com o lançamento da Candidatura da atual presidente do Partido Simone Limeira, renovam-se as esperanças de acabar com o coronelismo oligárquico que há várias gerações tem impedido o desenvolvimento efetivo da região. Simone Limeira faz jus ao slogan desse partido de pessoas corajosas, ousadas e combativas, impulsionadas por forças progressistas que lutam contra as injustiças sociais.


Mais informações sobre o PCdoB,acesse: http://www.vermelho.org.br/base.asp

Nepotismo

Presidente da OAB diz que decisão sobre nepotismo é "histórica"

Depois de acompanhar o julgamento da ação no Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, conversou com jornalistas e avaliou como "histórica" a decisão tomada pelos ministros, lembrando que, apesar da proibição ao nepotismo estar presente na Constituição de 1988, não é fácil mudar a cabeça dos homens públicos.


"Levamos vinte anos para regulamentar o artigo 37, V, da CF. Espero que agora eles compreendam que o poder público pertence ao público e merece respeito", disse.

Sobre projetos proibindo a prática do nepotismo que estariam parados no Congresso Nacional, Cezar Britto afirmou esperar que, com a decisão do STF tomada nesta quinta-feira (21), seja possível convencer a todos de que o patrimônio público merece respeito.

Ao fnal da conversa com os jornalistas, o presidente da entidade disse que "a OAB, o MP e a magistratura – que se juntaram nessa ação, que compartilharam o mesmo pensamento, tem também um trabalho novo: fazer com que o nepotismo cruzado não seja uma forma de burlar essa decisão", concluiu.

Nepotismo cruzado

Mas hoje mesmo o STF ampliou para o nepotismo cruzado a proibição de se contratar, sem concurso, parentes para cargos de chefia, direção ou assessoramento para o serviço público. Ao discutir a proposta de súmula vinculante, texto cujo teor deverá ser seguido em todo o País, o STF decidiu barrar também nos três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) a prática que compreende na troca de favores em que um político contrata o parente do outro e recebe, em troca, a nomeação de familiares.

A proibição para a contratação vale para parentes de até 3º grau, o que inclui tios, sobrinhos e cunhados. Por decisão dos ministros, o texto da súmula sobre nepotismo será: "A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até 3º grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou ainda de função gratificada da administração pública direta, indireta em qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal".

De acordo com o ministro Ricardo Lewandowski, responsável pela redação do texto da súmula, a expressão "ajuste mediante designações recíprocas" significa "impedir nepotismo cruzado".

Os cargos políticos, como ministros de Estado e secretários de Estado, municipais e do Distrito Federal, estão livres da restrição.

No entendimento dos ministros, ainda que as ressalvas não sejam válidas para cargos políticos, o Ministério Público pode assumir a tarefa de denunciar abusos na nomeação de familiares de determinada autoridade para cargos de ministros de Estado ou de secretários, por exemplo.

Mas a principal tarefa das autoridades será fazer uma faxina no próprio poder judiciário, que foi pioneiro em proibir o nepotismo em suas repartições, mas ainda hoje é o que concentra o maior número de casos.

O tema ganha destaque em 2005 quando um levantamento feito pela Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), em parceria com a Associação Juízes pela Democracia (JD) mapeou o nepotismo no Judiciário de Pernambuco e descobriu que 82% dos 382 cargos comissionados do tribunal eram ocupados por funcionários não-concursados. Desse total, quase 40% estavam nas mãos de familiares de desembargadores. O estudo fez um ranking dos magistrados com maior número de parentes empregados. O campeão, um desembargador aposentado, empregava dois genros, um filho e dois sobrinhos, reforçando em quase R$ 25 mil o orçamento familiar.

Filhos, genros, irmãos, esposas, sobrinhos, cunhados e até namorada de desembargadores ocupam ainda hoje cargos comissionados em vários tribunais, a grande maioria nos juizados especiais cíveis.

Na Justiça do Trabalho, a prática do nepotismo também foi intensa e afrontosa. Em diversos tribunais regionais, juízes _classistas ou não_ foram pródigos em nomear parentes para cargos de confiança. Houve casos verdadeiramente escandalosos, de presidentes de TRT nomearem dezenas de parentes para ocupar tais cargos, providos sem concurso público. O único critério de escolha considerava apenas a corrente sangüínea de parentesco com o apaniguado, beneficiado com o privilégio outorgado às custas do erário público. Nem sogra escapou dessa condenável prática de distribuição da riqueza com o dinheiro público.

O jogo da política

A política é a ciência ou a arte de governar, de dirigir as relações entre os estados, executada por pessoas que a priori deveriam defender o interesse popular, ao administrar os negócios públicos em função do bem estar social.

Entretanto a política tem sido confundida com politicagem, ao passo em que pessoas corruptas astutamente usam seu poder de persuasão para obter o domínio da máquina política e defender seus próprios interesses, obscuros e mesquinhos.

Um sinal aparente disso são os conchavos políticos, feitos por politiqueiros inescrupulosos que se unem para persuadir um número maior de eleitores com muita demagogia, prometendo-lhes o que certamente não irão cumprir.

É notório que para um melhor desenvolvimento social é preciso investir em áreas como a saúde, educação, saneamento básico e nos setores de geração de emprego e renda. Mas infelizmente percebemos no discurso da maioria de nossos políticos um enorme despreparo, já que não apresentam sequer um plano de governo coerente, com propostas, medidas e soluções inteligentes para resolver ou pelo menos amenizar a problemática social.

É importante ressaltar que não existem leis que exigem formação profissional para se pleitear a maioria dos cargos políticos em nosso país. Isso me faz lembrar risoriamente da época em que Nero, como Imperador romano, nomeou seu cavalo como Senador.

Uma realidade agravante é o fato de muitas pessoas votarem por simpatia, apadrinhamento, pela troca de favores e o que é pior e mais absurdo, por suborno.

Essa falta de consciência tem contribuído preponderantemente, para que nosso país, nosso estado e especificamente nosso município e adjacências, continuem nessa situação precária. E enquanto sofremos com tantas mazelas, certos simpáticos, ladrões de colarinho branco, padrinhos-coronéis, dão continuidade às suas oligarquias, saqueando os cofres públicos, deteriorando nossa sociedade e inclusive nossa sanidade mental, alienando-nos à mediocridade.

Esse jogo político de interesses mesquinhos deve acabar urgentemente, nem que vá para prorrogação ou para os pênaltis. Isso depende principalmente de nós, juízes-eleitores, cuja função é escolher com consciência e sabedoria em quem votar além de dar “cartão vermelho” para aqueles jogadores desleais que nunca marcaram nem gol contra.



:: quarta-feira, 30 de julho de 2008

Pensamento

Penso que a vida é um breve momento,
Penso que a sorte é um fato incondicional.
Penso que ao amor não existe nada igual.
Penso que pensar é também um sentimento.
Penso que a morte não limita a vida.
Penso que a vida precisa dar lugar ao novo.
Penso sobre a noite, como a quietude de um tempo.
Penso, sofro como um simples mortal.
Penso que não há maior sofrimento do que o d’alma.
Penso quão grande é a dor da traição e maior ainda é a da perda.
Penso por um instante na necessidade do dia.
Penso tão certo como a dignidade do trabalho.
Penso tão óbvio como a ambição política do homem.
Penso que às vezes não faz sentido tanto pensar.
Penso que as horas foram feitas apenas pra se contar.
Penso que tudo é questão de querer acreditar.
Penso que sou escravo de mim mesmo.
Penso que às vezes a verdade é o avesso.
Penso que não seria feliz se pensasse só em mim.
Penso num intervalo entre o oriente e o ocidente.
Penso trabalho pensando nas coisas.
Penso em viver só de pensar.
Penso que seria fácil viver sem pensar.
Penso que nem tudo que existe vive.
Penso que o que não vive e não pensa, vegeta.
Penso tanto, que às vezes esqueço de viver.
Penso também no alívio de dormir.
E embora eu durma pensando,
Não penso dormindo.
Penso, mas ninguém me paga para pensar.
Penso e dou asas à imaginação.
Penso e me preocupo com o futuro.
Penso para fugir do escuro
Que a vida reserva para quem não sabe pensar.


“Pensar é uma busca incessante” (Abrahão Figueira)

O preço da dignidade

A cada ano que se passa rompemos uma barreira no tempo, esperando sempre melhorar nossa condição humana, almejando novas conquistas, que possam de certa forma prolongar nossa existência e melhorar a qualidade de nossas vidas. No entanto, eis uma questão que mais tem gerado conflitos na mente humana, ao longo de sua existência.

Na medida em que nos esforçamos para alcançar status, dinheiro e consequentemente tudo o que ele possa proporcionar de bom e prazeroso, colocamos em risco nossa sanidade mental e até mesmo nossa dignidade e nossos valores sociais religiosos e individuais.

O primeiro indício de que isso ocorre frequentemente, é o excesso de competitividade que o sistema capitalista provoca em uma sociedade como a nossa, cheia de contrastes sociais e mazelas que são frutos das desigualdades e injustiças.

A questão não é ser ou não ser, a incógnita é ter ou não ter? Apesar de a religião em si, pregar valores espirituais que sempre sobrepunham valores materiais, a maioria das pessoas não se deu conta de que no fundo no fundo de nada vale crescer materialmente, se ao mesmo tempo não evoluirmos espiritualmente, nos tornando mais humanos e solidários para com o próximo.

O estado de felicidade que todos nós almejamos, não tão somente depende de coisas, de dinheiro, poder ou simplesmente status social. Mas depende também de algo que todo o dinheiro do mundo não pode comprar.

Felicidade depende de amor mútuo, de carinho, amizade, paz, fraternidade, e comunhão com tudo o que é sagrado, puro e que também eleva nossa auto-estima. No entanto, como viver no mundo capitalista onde somos obrigados muitas vezes a abdicar de tais coisas para não sermos esmagados e excluídos? É a luta desleal pela sobrevivência onde somente minoria das pessoas tem acesso a uma boa qualidade de vida.

O capitalismo é fruto do egoísmo e da ambição humana pelo poder. Mais do que sobreviver é preciso dominar, é preciso existir de forma glamurosa. Esse é o desejo do consumista, do capitalista que a nossa sociedade forja e aliena através de suas políticas sujas, cheias de demagogias e utopias, de propagandas apelativas, de novelas sórdidas, de programas de televisão fúteis e sensacionalistas que não educam, e sim alienam, induzindo as pessoas a acreditarem numa pseudo-felicidade baseada somente no capital, no poder aquisitivo.


Ora veja só a que ponto a humanidade chegou, sem dúvida o dinheiro é a raiz de todos os males. Uns vendem seus corpos, suas imagens estereotipadas de beleza pra ganhar dinheiro, outros roubam e matam; o mundo do crime tem tomado proporções avassaladoras. Nunca em toda a história do Brasil a P.F. (Polícia Federal) prendeu tanto bandido, como nos últimos tempos, e o congresso nunca votou tanta CPI de casos de corrupção política como agora. E outros ainda mentem na televisão com o status de político dizendo que o Brasil ainda tem jeito. Até porque se tem uma profissão ou carreira que dá dinheiro é a política. “Como dizia Renato Russo: “Mentir é fácil demais”, e como dizia o Bussunda, nosso mártir do humor e da crítica social brasileira, que Deus o tenha: “Fala sério”!



:: sábado, 14 de junho de 2008

Pátria amada Grajaú!

Terra de muitos encantos,
Recanto de belas paisagens.
Melodia de meus cantos,
Cenário de ilustres personagens.

Nas águas do teu rio brota a vida,
Brotam flores e frutos preciosos
Em teu seio ó mãe querida.

Tu és minha inspiração, meu primeiro amor.
Grajaú tu és minha pátria amada,
Fonte radiosa de todo meu vigor.
Mulher formosa, minha eterna namorada.

Pátria amada Grajaú, terra da boemia.
Quem são teus coronéis escrava bicentenária
Que não querem te dar tua alforria?

Tu és meu refúgio e minha babilônia.
Tu és a esperança de quem tanto sonha.
Tu és meu lar acolhedor e aconchegante.
Tu és minha esposa e minha amante.

De tristeza e de alegria,
Às margens do teu rio chorei.
Aqui nasci, cresci, aqui morrerei.

Meu Blog de poesias:
http://impassionedheart.blogspot.com/

Exercendo a Democracia

Votar é um dos mais importantes exercícios de cidadania, pois quando votamos estamos interferindo de uma forma negativa ou positiva no futuro da sociedade em que vivemos. Por isso o voto é tão importante, e embora seja obrigatório, devemos encará-lo como algo necessário que merece toda nossa atenção. Precisamos dar mais valor e importância ao nosso voto.

Se hoje nossa sociedade se encontra na situação atual, “um verdadeiro descaso”, a culpa é nossa. Se participássemos mais como cidadãos nos assuntos políticos que dizem respeito à administração dos recursos financeiros do nosso município por exemplo, se cobrássemos mais dos nossos representantes, para que eles invistam melhor “nosso dinheiro”, propiciando-nos uma melhor qualidade de vida, não estaríamos hoje vivendo de migalhas.

Votar é dar um novo passo rumo à mudança. Mudança esta que deveria ser sinônimo de crescimento. Nunca é tarde para mudarmos o rumo de nossas vidas, se não mudamos, não crescemos. Se não crescemos, não estamos realmente vivendo, e convenhamos exercer cidadania não é ficar vendo a vida passar, vendo nosso futuro ser desprezado nas mãos de políticos descompromissados com nosso bem-estar, com o desenvolvimento e progresso de nossa sociedade.

Chega de fazermos vista grossa a tanta corrupção descaso e covardia por parte dos nossos representantes políticos. Se em vez de somente ficarmos criticando e nos lamentando, nos uníssemos para manifestar nossa indignação e para exigir que nossos direitos sejam respeitados pelas autoridades políticas, não estaríamos vivendo esse clima de insatisfação, insegurança e incertezas.

Quem são nossos líderes políticos hoje? O que tais pessoas têm feito pelo progresso de nossa cidade? Há quanto tempo não vemos um projeto de grande relevância ser implantado através da iniciativa de um vereador? Até quando vamos permitir que o nosso município seja governado por oligarquias? Até quando vamos aceitar políticas sujas baseadas no coronelismo e no clientelismo?


É preciso exercer nossa cidadania, votando conscientes, e dispondo-nos também a participar de todo processo político eleitoral, fiscalizando, opinando, fazendo política de verdade, com um trabalho de conscientização, levando informação ás classes mais carentes, ajudando a desistigmatizar a imagem corrupta de política, criada ao longo dos anos por maus exemplos.

Chega de tanta hipocrisia e corrupção! É mais do que chegada a hora de mudarmos de atitude, de mudarmos nossas escolhas e principalmente mudarmos nossos pensamentos acima de tudo. A vida muda quando nossos pensamentos mudam. E essa mudança de que Grajaú precisa tem que começar a partir do nosso modo de pensar, deixando o comodismo de lado para lutarmos juntos por uma cidade melhor, que possa oferecer um futuro digno as novas gerações e as gerações futuras, para que nossos jovens tenham uma perspectiva de futuro melhor, para que nossa cidade saia do atraso e volte a acompanhar a evolução da humanidade.